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O Brasil ante um tic-toc e um tik-tok


Publicado em 29 de maio de 2025
Por Jornal Do Dia Se


* Rômulo Rodrigues

 

O TIC-TOC que assusta os golpistas e corruptos da direita e da extrema direita é, o das suaves batidas de policiais federais, com as devidas autorizações judiciais que estão desnudando a parte podre da sociedade que desejou e ainda deseja enfiar punhais verdes e amarelos nas costas de quem ouse defender a Constituição Federal e o Estado Democrático de Direito e, pasmem, ao se sentirem expostos pelo assalto de bilhões de reais de aposentados e pensionistas para financiar Golpe de Estado por golpistas pegos com as bocas nas botijas.
Já o TIK-TOK protegido pelas moçoilas da Globo, encasteladas em seus portais tentando recuperar as audiências perdidas para que seus patrões possam comprar, não só um, mas três iates de R$ 1 bilhão, dão tiros nos pés ao tentarem jogar a primeira-dama Janja da Silva à arena das hienas que as rodeiam, levando o debate para narrativas ao rés do chão por puro preconceito.
Porém, antes de noticiarem a Fake News sobre o intocável TIK-TOK, com toda falta de vergonha e escrúpulos que lhes é peculiar, sibilaram a mentira deslavada de que Janja fora detida no aeroporto de Moscou ao serem descobertas 200 malas com dinheiro roubado dos aposentados e pensionistas do INSS e levados em um avião cargueiro da FAB.
Parece que esse povo de olho grande vê o que não existe; 200 malas com dinheiro, e não viu o que existiu de fato, 39 k de cocaína em outro avião da FAB, da comitiva de Bolsonaro.
O óbvio ululante nas pregações das mocinhas do impeachment ao destilarem seus venenos odiosos contra Janja, tudo indicando ser por ordens superiores, está no que Andrea Sadi deixou escapar obedientemente, é que o momento é propício para construir apoios para o governador Tarcísio de Freitas para presidente em 2026, com a consigna que unifica a massa bolsonarista; indulto para Jair Bolsonaro, caso eleito, como 1º ato de governo e a volta do estado mínimo com achatamento dos salários por 6 anos e privatizações desenfreadas para aplacar a sanha de especuladores, privatistas e agiotas do mercado financeiro.
No complemento da chapa como máximo grau de perfeição para calar todos que amam e defendem a democracia; Danielle Lima comandou o cordão dos puxa saco, rasgando seda e jogando plumas e paetês para Michelle Bolsonaro destacando seu carisma e, ao mesmo tempo em que fazia coro com as antigas meninas do Jô, acompanhadas de citações rebaixadas com referências a Janja da Silva.
Como jornalista de ponta de um império midiático que surfa na contramão da lei das concessões públicas, elas sentem-se livres para ignorarem os ensinamentos de Immanuel Kant segundo os quais a moralidade é um imperativo categórico e incondicional que pode ser interpretado em três campos: a razão, o entendimento e a sensibilidade como demonstrou a 1ª dama da França, principalmente no requisito sensibilidade ao elogiar a 1ª dama brasileira pela brilhante intervenção ante Xi Jinping, a 1ª dama da China e todos os ministros chineses, chamando-a de querida Janja.
Por sua vez a jornalista Isabela Xi, especialista em protocolos de momentos como aquele, foi categórica em dizer que a intervenção da 1ª dama do Brasil foi normal e assertiva para o momento.
Depreciar toda e qualquer intervenção da mulher do presidente da República faz parte da tática central de desmerecer Lula e seu governo chamando-o de machista quando, em réplica a Bolsonaro, que classificou as mulheres do PT e da esquerda como feias, o presidente com seu refinado senso de humor apresentou Gleisi Hoffman, futura ministra das relações institucionais aos presidentes da câmara e do senado, como uma mulher bonita, motivo pelo qual as puritanas meninas derramaram lágrimas de crocodilo no que foi a deixa para as meninas do impeachment partissem para o ataque.
O fato foi objeto de uma semana de repúdios ao machismo de Lula contra a ministra ao mesmo tempo em que cobravam autoridade de marido sobre a mulher que resolve falar em reunião de homens, e aí, foi a vez do macho Merval Pereira se esmerar no seu vazio intelectual e voltar 15 anos na história e bradar que Dilma Rousseff foi eleita presidenta da República por ser uma mulher do Lula, deixando bem claro qual é o nível dos que refletem os pensamentos dos irmãos Marinhos, cujo mais velho acaba de comprar um iate por R$ 1 bilhão.
É bom ficarmos espertos porque toda essa ladainha depreciativa faz parte do plano de política de Estado em massificar ideologicamente, pelos seus porta-vozes na mídia tupiniquim de que é inevitável que invadam o Brasil, elencando os seguintes motivos: 1) o Brasil serve como base para a Rússia plantar seus espiões por aqui; 2) alegação de os EUA tem direitos históricos sobre as bases militares de Fernando de Noronha e Natal por terem servidos de pontos estratégicos na 2ª guerra mundial; 3) nas tríplices fronteiras Brasil, Peru, Bolívia e Brasil, Argentina e Uruguai foram territórios de atuações do Hezbollah.

 

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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